Dica de Livro: "Grito" - O romance de Godofredo de Oliveira Neto

  • domingo, 9 de abril de 2017
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  • 12:15


Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?

Há um tempo atrás, recebi o livro "Grito" de Godofredo de Oliveira Neto da Editora Record e hoje, trouxe à vocês minha resenha! 

Para começar, vou falar um pouquinho sobre o autor:

Godofredo de Oliveira Neto é catarinense, de Blumenau, ganhador do prêmio Jabuti e autor de dez obras de ficção, entre as quais "O bruxo do Contestado", "Menino Oculto" e "Amores Exilados", também pela editora Record. Mora no Rio de Janeiro e é professor da UFRJ.


Neste romance, o autor apresenta vinte e um atos. Vinte e uma cenas em que performance e teatralidade ocupam lugar central. A narrativa apresentada, oferece o epílogo da octogenária Eugênia, uma ex-atriz de teatro que possui uma ligação com Fausto, um jovem talento para as artes.



Eugênia, é viúva, aposentada e mora sozinha em um apartamento no Rio de Janeiro. Ela é vizinha de Fausto. Os dois criam peças juntos e utilizam o apartamento dele para encenar. Eugênia o auxilia nas ideias, transmitindo ao rapaz, as experiências adquiridas ao longo de sua carreira na cena teatral e o jovem a vê com muito carinho e inspiração. Para a ex-atriz, Fausto trouxe renovação à sua vida e ajudou-a a não se sentir tão só, porém, ao longo das páginas, nota-se que o jovem começa a ser, para ela, um típico "amor platônico". A questão, é que Eugênia sente muito ciúmes de seu amigo e dessa forma, acaba por criar alguns problemas durante o enredo.

A grande sacada do livro, é não saber se a história se manifesta sobre as recordações de Eugênia, contadas à um amigo, ou através de sua própria consciência. 

As referências aos clássicos como Shakespeare, Goethe, enriquecem a leitura e o teatro se funde com a realidade. O livro, com certeza, é uma homenagem aos amantes dessa arte. Grito nos faz refletir sobre a maneira intensa que alguns artistas a vivem.

É um livro rápido de ler e ao mesmo tempo, denso. Em alguns momentos, é necessário parar um pouquinho e refletir sobre, sabe?

E o que posso dizer, é que o final é surpreendente e digno de uma peça teatral. Vale a pena a leitura!
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